segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Campanha: Patrícia é do bem!

Vejam só, ela abraça os animais! (de plástico)


Se por acaso um dia Patríciaee olhar para você com uma cara digamos não amigável, NUNCA se esqueçam: é automático e sem más intenções (ou pelo menos é o que ela diz).

Olhem a verdadeira face de Patrícia!

Agora, como a minha vida mudou depois que conheci Patrícia. Lógico que as minhãs manhãs nunca mais foram as mesmas e blá blá blá. Patrícia, uma amiga muito solidária, sempre nos ajudando nas matérias da escola e procurando ser o mais legal possível.

Estamos todos juntos nessa campanha! contribuam do melhor jeito possível para tornar o ego de nossa amiga Patrícia mais segur
o do que faz, e ver se ela para com as caras que amedrontam algumas pessoas.
Brincadeirinha =]


E a todos aqueles que acharam Patrícia interessante, só avisar, ela não está comprometida ;x.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Deixa ser como será!


É tanta coisa que acontece que a gente nem sabe
mais o que é normal e o que não é.

Sinto falta dos amigos que eu via todos os dias no ano
passado;
Sinto falta do meu avô e da minha avó sentados no sofá,
quietos,
só observando tudo;
Sinto falta de fechar as provas;
Sinto falta de Campinas;
Sinto falto do florescer;
Sinto falta da época que eu só dormia, brincava,
comia e chorava.

Cansei de sentir falta.

Estou tentando escrever alguma coisa para dizer o quanto
estou com saudades de tudo, mais se eu escrever mais
sai uma coisa brega.



Pessoas queridas que fizeram aniversário nos dias 14 e 15
de agosto:
Ana e Carol. O melhor possível para vocês.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Arroz, feijão, galinha e macarrão. Fui a missão.

Como todos os meus amigos sabem, meu único assunto por enquanto é a missão Jaíba 2008 (até eu ir à missão 2009) e ainda não escrevi nada sobre ela.

Tenho que começar falando que nenhuma outra experiência em minha vida (seja ela qual for) foi tão aprofundada na ligação entre humanos e Deus. Tudo começou na rodoviária de Vitória, todos cheios de malas e sacolas, levando mundos, fundos e muita empolgação para a viagem. De acordo com minha mãe, eu estava no mesmo clima que estava no dia em que fui para a Disney.

Missionários de Vitória


Chegamos à Belo Horizonte dia 4/07/2008, cansados de uma longa viagem de ônibus para palestras, preparação e conhecimento do grupo, comunidade, etc... No mesmo dia partimos para o Jaíba, já com grupos formados e comunidades separadas. Fomos recebidos com muito carinho no outro dia de manhã na cidade, onde comemos um delicioso cachorro quente e cada grupo foi para sua comunidade.
Em qualquer capital ou outras cidades urbanizadas, nunca que uma pessoa que chegasse à casa de um morador e dissesse "vim fazer missão" seria bem recebido. No Jaíba é completamente diferente. Em especial na comunidade onde fiquei, Nova esperança, onde fomos super bem recebidos e acolhidos pelos moradores e, claro, pela nossa família, a melhor possível, pessoas incrivelmente especiais com o coração maior que o mundo e fé tão grande como Deus.

Nossa avó

Durante o dia, o projeto rendia através de visitas às casas, nas quais os moradores da comunidade nos contavam suas vidas, por uma confiança que existe entre eles e os missionários, e as experiências deles são incríveis. Às vezes achamos que temos problemas e que a nossa vida é um horror. Na vida deles pode acontecer coisas piores, porém eles têm coisas que nós não conseguimos alcançar. A falta de bens materiais pode levar a pessoa a buscar vida por outro caminho: o de amor e fé, foi o que eu pude observar. Durante as visitas fomos nos apegando às famílias, aos moradores e principalmente às crianças: Samara, Claudinete, Vanessa, Carol, Pabla, Naiara, Léo, Nátani... algumas que consigo lembrar. Após conversas produtivas nas casas, fazíamos orações com a familia (dependendo da religião), agradecíamos a Deus por tudo que você imagina e nos sentíamos melhor a cada casa em que passávamos. Nos sentíamos melhor pois cada pessoa tem uma história diferente, problemas diferentes, e quando elas olham para nós e dizem que somos "o máximo", em outras palavras, o sentimento de amor e fé brota dentro de nós. Já disse mil vezes e repito: nunca me senti tão perto de Deus como no Jaíba. Nós ficamos perto Dele, pois estamos com pessoas que o tem demais em todos os sentidos. É lindo o modo como eles se relacionam com os vizinhos, se preocupam com os doentes que não têm nada a ver com eles e ainda fazem isso na maior simplicidade.
Um dia fomos à escola. Todas as crianças me chamavam de Tia Carol. Fiz coisas que não fazia há muito tempo, como brincar de galinha do vizinho, batata quente, corrida, polícia e ladrão, cabra-cega.

"Oi Tia Carol!" aqui...
"Ei Tia Carol!" ali...

Era uma graça.





Casos que chamaram atenção:

  • Uma mulher mãe de oito filhos, que tomava gardenal e não lembrava o nome das crianças.
  • Uma ex-macumbeira que se tornou evangélica. Muito sábia.
  • A falta de preparo por parte dos professores que ensinam aquelas crianças que tanto necessitam.
  • Uma senhora que poderia morar até em São Paulo mais estava no Jaíba.
  • Uma mulher que quando estava grávida estava sujeita a ter problemas com o bebê, mas após uma benção de ex-missionários nunca mais teve nada.
  • Casos de doença.
  • E, claro não posso me esquecer de Laura, nossa eterna amiga.

Sobre a comida:
Nós achávamos que íamos passar fome, porém nunca comi tanto em min
ha vida: era um prato mais gostoso que o outro. Arroz, feijão, galinha e macarrão. Sempre (ou às vezes era carne de sol).

Sobre o grupo:
não poderia ter sido melhor. Todos diziam que parecia que éramos amigas de longa data.

Caso engraçado (não tão engraçado para quem não estava lá):
nossa queria "enguia" Naiara, ao ver um par de bicicletas, concluiu que havia uma quadrilha nos cercando (eram 9 da noite, lá é tarde). Então, concluiu que devíamos correr!
Só ouvi:
"Cooooooorre, as meninas, cooooorre!"

No final, era o José Ernesto, neto da dona Terezinha. ¬¬

É claro que não é só isso que tenho para falara da missão, mas se dissesse tudo, não caberia aqui. A gente viaja cheio de si, achando que vai ensinar tudo a eles, e quando chegamos lá descobrimos que nós vamos para aprender. E muito.
Fui com a mala cheia de livros infantis e cadernos e voltei com ela cheia de valores, experiências, 4 quilos e principalmente fé.

E só para não perder o costume:


Pai Nosso que estais no céu,
santificado seja o vosso nome,
vem a nós o vosso reino,
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no céu
O pão nosso de cada dia nos daí hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,

não nos deixei cair em tentação
mas livrai-nos do mal.


Olá.

Idéia número um: fazer um blog para passar o tempo (minha idéia).
Idéia número dois: fazer um blog para desabafar (idéia da Leandra).
E claro, como sempre, resolvi seguir a idéia da Leandra (provavelmente mais sábia e criativa).

Pessoas que irão ler esse blog: com certeza Leandra, provavelmente Nina, talvez Aninha e por sorte mais algum desocupado.